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Para que Filosofia?

A Filosofia se situa no campo do pensamento. É a representação da reflexão. É o próprio pensamento especulativo. É o movimento das ideias. São as concepções de vida e do mundo em atividade. Portanto, se a filosofia é o pensamento, querer uma utilidade prática é um exagero, pois, a prática da filosofia é o próprio filosofar. Ou seja, a prática da filosofia, por assim dizer, é o pensamento que pensa, é o saber que fundamenta todos os saberes.

O pensar prático da filosofia é pensar a condição humana na sua radicalidade, ou seja, possui um fim em si mesmo. Desse modo, a filosofia tem como utilidade por em discussão a validade das coisas. Do homem e do mundo. Por isso tão pertinente ao pensamento filosófico fazer perguntas, questionar, inquirir, sem necessariamente, ter resposta para o que se deseja conhecer. A filosofia é um pensamento provocativo.

Mas o pensamento filosófico tem como possibilidade ao levantar uma determinada reflexão ter na sua atividade, pensar como transformar o contexto, a realidade e as relações concretas entre os homens ou entre o homem e a natureza. Urge ao pensamento desvendar, desocultar, desvelar as circunstâncias opressoras e pautar a perspectiva da emancipação humana, anunciando a libertação.

Por isso se explica por que a filosofia é tão controlada pelos regimes ditatoriais, autoritários ou antidemocráticos. A filosofia pode conduzir as pessoas, grupos e até uma sociedade inteira a aceitar uma determinada ideologia, ou mesmo ser uma arma contra estas mesmas ideologias que negam a democracia, subvertendo a ordem em favor da emancipação humana. Portanto, as perguntas filosóficas sendo bem colocadas são perturbadoras e podem incomodar a pureza das ideias.

 

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